Número de pessoas obrigadas a sair de casa pelas enchentes passa de 3 mil; rio começa baixar em algumas regiões

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Situação mais crítica continua sendo em São Miguel do Tocantins, no Bico do Papagaio. Por outro lado, orla de Miracema voltou a ficar visível. Água do rio Tocantins começou a baixar em Miracema e orla da cidade voltou a ficar visível
Montagem g1
A vazão do rio Tocantins tem diminuído e o nível da água começou a baixar em algumas cidades. Em Miracema, na região central do estado, a orla da cidade voltou a aparecer após semanas debaixo d’água. Apesar disso o número de pessoas que precisaram sair de suas casas continua subindo na região do Bico do Papagaio.
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Nesta segunda-feira (17) eram 2.832 moradores desabrigados ou desalojados conforme o boletim da Defesa Civil Estadual. Nesta terça-feira (18) o número subiu para 3.007. A cidade mais afetada continua sendo São Miguel do Tocantins.
A Defesa Civil considera desabrigadas aquelas pessoas que precisaram sair de casa e foram levadas para abrigos públicos. Os desalojados são aqueles que também foram obrigados a deixar suas propriedades, mas estão em casas de parentes, amigos ou vizinhos.
O boletim da Defesa Civil desta terça-feira (18) indica que a situação atual dos impactados é a seguinte:
262 desabrigados: Araguanã, Formoso do Araguaia, Itaguatins, São Miguel, Rio dos Bois e Pedro Afonso;
2.745 desalojados: Araguanã, Dois Irmãos, Esperantina, Miranorte, Paranã, Rio dos Bois, Pedro Afonso, Tupirama, Tupiratins, Palmeirante, Bom Jesus, São Sebastião, São Miguel, São Sebastião, Sampaio e Itaguatins.
O maior aumento nas últimas 24 horas foi em São Miguel do Tocantins, onde o número de desabrigados subiu de 195 para 212 e a quantidade de desalojados saltou de 1.950 para 2.094.
Chuvas intensas são registradas no estado desde o fim de dezembro. O grande volume provocou a maior cheia do rio Tocantins dos últimos 20 anos. Comunidades ficaram ilhadas e propriedades submersas.
No dia 5 de janeiro o governo do estado decretou situação de emergência por causa das enchentes. Atualmente 32 municípios são acompanhados pela Defesa Civil Estadual e o Corpo de Bombeiros.
Campanhas de arrecadação de itens essenciais estão sendo realizadas pela Central Única das Favelas no Tocantins (Cufa) e pela Ordem dos Advogados. Cestas básicas também são distribuídas pelo governo estadual.
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Fonte: G1 Tocantins